Existem sem dúvidas aqueles momentos que buscamos assistir algo sem peso nenhum. Quando afirmo isso relevo para aqueles filmes que são feitos para apenas para diversão e não há nada de profundo. Você pode desligar seu cérebro e aproveitar as horas. O famoso “pipocão” como gosto de chamar, sendo assim o novo filme original da Netflix , “Troco em Dobro” entrega muito desse significado.
Dirigido por Peter Berg (O Grande Herói), o filme reafirma sua parceria com o ator Mark Walberg em trazer uma gênero de ação batido, sem novas surpresas, mas que surpreende por assumir descaradamente sua simplicidade e simpatia. Que não deseja em nenhum momento ser maior do propriamente é.

Spenser (Mark Walberg) é um ex-policial que acaba sendo preso por agredir seu capitão. Depois de cinco anos consegue a tal sonhada liberdade. O problema é que ao retornar a sua cidade as coisas parecem deslocadas, pois estranhos assassinatos começam a acontecer, especialmente o de seu antigo capitão, colocando sua pessoa como principal suspeito.
Decidido a resolver o mistério, ele se vê preso a conspiração criminal que envolve policiais corruptos e gangues perigosas. Entretanto, ele não estará sozinho, pois contará com a ajuda de seu mentor Henry (Alan Arkin), seu novo colega de quarto Hawk (Winston Duke) e a destemperada e sem pudores de sua namorada Cissy (Iliza Shlesinger).
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Vamos ser realistas, tramas policiais investigativas com toque pesado de ação não são nenhuma novidade. Como ressaltei, o filme abraça a ideia de maneira despretensiosa em sua diversão, o que traz momentos e uma sensação de nostalgia dos anos 90 com sua trama mirabolante que tem sempre aquele final super piegas. Pura maravilha!
O roteiro segue a deixa da despretensão também, não traz nenhuma resolução fora do habitual, uma história profunda ou existencial. A narrativa apenas segue a fórmula e entrega o quem procura esse tipo de filme deseja. No fim, como sabemos, todo o desenrolar fica empolgação da jornada dos personagens que conquistam risadas.
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Uma coisa interessante é que o personagem de Mark Walberg não é aquele sujeito descolado e super valentão, não é para tanto que se depender de mais sujeitos ele apanha feio. Quando junto de novo parceiro Winston Duke é justamente quando o filme se elevar a outro patamar e vira uma farofa da melhor especie.
Como de esperado para algo assim não precisaria de muito controle, Peter Berg segue o modelo automático tanto na condução narrativa de suas câmeras como também no seu estilo de se criar cenas de ação que envolvem tiros e explosões em tomadas fechadas, mas como repito é a zona de conforto que o filme necessita.
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“Troco em Dobro” é o típico filme para você curtir da melhor maneira após aquele almoço de domingo que reina a macarronada. Nada mais do que o puro entretenimento, não se preocupe pois não é aquele filme que mudará sua vida, mas respeitará suas horas gastas caso você procura algo para desligar seu cérebro.
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