Como tudo hoje em dia ganha um reboot, chegou a minha vez! O “Resenha de Parágrafo” ganhou um novo lar e agora vai ir da série que você ama ver, mas acaba dropando depois do episódio 4 até aquele maldito jogo de celular que você tá viciado, mas não o suficiente para comprar a versão paga.
A brincadeira é uma vez por semana resenhar três “coisas diferentes” aqui no Proibido Ler (que por sinal você nem deveria estar lendo isso), mas em apenas um parágrafo. Pegue seu ansiolítico com receita retida e vem comigo.
Minhas últimas leituras
Hulk #1 (2021)
Publicado por Marvel (sem previsão de estreia no Brasil)
Por: Donny Cates e Ryan Ottley
Ideal para: fãs do Donny Cates, mas não sei se do Hulk
Nota: 6 Smash numa escala de 10
Depois da incrível e primorosa fase imortal do gigante esmeralda, era de se esperar algo sensacional nas mãos do hypado Donny Cates. Era. Infelizmente a história bem estruturada e coesa criada pelo roteirista tem um gostinho amargo meio decepcionante nesta primeira edição. Levar o dilema monstro/cientista ao patamar de cientista louco, causa uma estranheza chata e pouco necessária. Tudo soa mais como “Precisamos fazer algo super diferente para esquecer a outra fase” do que “Temos uma ideia boa que qualquer leitor pode comprar”. Não é uma história ruim, mas tem algo que não flui, entende? Espero que as próximas edições esmaguem essa pequena indigestão.
Robin e Batman #1 (2021)
Publicado por DC Comics (sem previsão de estreia no Brasil)
Por: Jeff Lemire e Dustin Nguye
Ideal para: futuros Robins
Nota: 10 Batrangues numa escala de 10
Focada no início do relacionamento de Dick Grayson com Bruce Wayne, Robin e Batman #1 é a reimaginação do início de uma das parcerias mais famosas dos quadrinhos.. De um lado temos o futuro Robin, tentando mostrar a que veio e o quanto pode ser útil, enquanto supera a morte recente de seus pais e, do outro, um Bruce que se vê muito mais na figura de salvador da criança, do que como pai adotivo do garoto. Nesta mescla de personalidades, a tensão é farta, e transforma a relação dos protagonistas em uma intrigante disputa de dois cabeças duras tentando provar seus pontos de vista de acordo com sua perspectiva. É uma leitura divertida, com uma arte linda sobre o crescimento de personagens. Que venham mais dinâmicas desta dupla.
Maye #1
Publicado de forma independente (em breve na Guará)
Nota: a Coco da Mansão Foster para amigos Imaginários
Por: Fabiomesmo e: Paulo Daniel Santos
Ideal para: todo mundo
Só tendo que usar muita imaginação para procurar algo que não tenha gostado neste quadrinho. Eu precisaria reler tudo várias vezes para achar algo errado e seria preciso do Escriba, caçador de amigos imaginários protagonista apresentado nesta edição, para fazer isso de tão bom que tudo é. Tá, vou parar de encher o saco e falar de forma mais séria, só que é repetição de coisas óbvias: diálogos bem desenvolvidos, arte fantástica, ritmo empolgante e letras (ninguém fala delas né) que complementam a experiência do leitor que só o Fabiomesmo pode fazer (bateria). Maye, além disso tudo, é metalinguagem boa. Metalinguagem clara e objetiva destas de esquecer que o Morrison existe. Se tu pensar que o próprio quadrinho funciona como um amigo imaginário, imaginado pelos outros, mas mesmo assim imaginário, este lance fica ainda melhor. Espero não me precipitar, mas tem tudo para ser fodástica. E caso não vier a ser, é bom #reimaginartudo.
Curtiu as resenhas? Me manda sugestão de séries, filmes, livros, HQ’s e jogos para eu resenhar no meu Instagram @wendricklrr. Volto semana que vem se nenhum raio não me atingir e eu ganhar superpoderes.
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