Quando eu passei pelo “Portal”, encontrei canções que me fizeram pensar nelas por dias. Não pela dificuldade de entendê-las, muito pelo contrário, mas minha curiosidade era ter a certeza de como cada uma delas bateria em mim.
Tem discos que a gente taca o play e vai, escuta pra passar o tempo, ouve pra treinar, escuta pra correr ou caminhar, mas ao acessar o “Portal” nada disso importa. Você quer mergulhar nesse álbum e consumir cada uma das palavras que o Rashid cuspiu e depois transformou em rima.
Cada uma das tracks bate em você de uma forma diferente e isso é a coisa mais mágica na travessia do “Portal”. A voz do Rashid está diferente, parece que está num poço de calmaria. Isso já era perceptível no “Movimento Rápido dos Olhos”, afinal de contas é nele que vem a consagração do samurai.
Mas aqui tem algo a mais, e é isso que faz desse álbum tão especial. Vide a forma como ele foi lançado, como ele chegou nos ouvidos de cada um. O Rashid sempre soube como chegar, não importando a situação, o momento ou a ocasião, o cara nunca forçou nada, nem uma barra ou qualquer coisa que tirasse ele do trilho que começou a percorrer quando decidiu que era Hora de Acordar.
“Portal” tem uma vibe de um cara que ainda tem muito pra trocar, e essa troca não é pra provar nada pra ninguém, é pra mostrar que da onde veio tem muito, mas muito mais!
Hoje ele procura muito mais palavras pra rimar, procura lidar com a frustração e vê todas as alegrias e responsabilidades da paternidade. Mas ao mesmo tempo que tudo isso está acontecendo, tem o depois do depois, tem os momentos em que ficamos sem rumo, sem norte, sem chão. Mas sempre há um tom de azul pra mostrar que a luz lá no fim do túnel está brilhando. E ai ele volta e mostra o que sempre soube fazer… RAP!
Tem alguma coisa de ruim quando você adentra o “Portal”? Não, somente surpresas.
Convido você a conhece-las dando play no álbum abaixo!
Cuidado que depois que você atravessa, fica difícil voltar.
Vida longa ao meu mano Rashid. SEMPRE!
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