Games que apresentam temas históricos, principalmente marcantes como o caso da 2ª Guerra Mundial, precisam de bastante cuidado nos detalhes que certas coisas ocorreram na hora de contar a história. Porém uma história é sempre inventada dentro desse fato, o que torna a experiência sempre diferente e fora do comum, porém sem fugir da situação de guerra.
Infelizmente em “Sniper Elite 5” – e todos os outros games da franquia com o mesmo nome -, o ponto histórico é um detalhe, principalmente nesse em que veremos um figurão de alto escalão dos nazistas super caricato que iremos derrotar. Apenas mais uma campanha em “Sniper Elite”.
+ Assista ao trailer dando play no vídeo abaixo.
Nossa missão é derrubar todos os planos do chamado “Operação Kraken”, em que armas de alta potência e dominação dos nazistas é o ponto central. Junto do protagonista, Tenente Karl Fairburne e seus aliados rebeldes devem juntar suas forças e pensar na melhor tática para derrubar toda essa operação.
O game, que se encontra em seu quinto lançamento com o mesmo nome, retorna com uma gritante melhora nos controles do personagem e ações que foram distribuídas de maneira mais dinâmica para os players. A possibilidade de jogar multiplayer chama bastante atenção, porém acho totalmente desnecessária, principalmente por jogar muitas vezes de maneira solo.
Toda a campanha pode ser feita no modo single, já que ele será pareado com a dificuldade escolhida pelo jogador. Porém vemos muito algo semelhante ao The Division, da Ubisoft, em que é possível jogar sozinho, mas pode ser mais fácil se jogado em grupo. Então isso é nítido durante nossa campanha, o que muitas vezes me perguntava se deveria terminar ou não.
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O mapa é bem direcionado para o player, então não existe nenhum mistério quando inimigos estão à nossa frente e também nossos objetivos. Não apenas isso, mas uma marcação sempre está presente na tela, em que conseguimos saber quantos metros estamos do local do objetivo. Em relação a isso, as reclamações são zero. Ou seja, é um ótimo ensinamento até mesmo para outros jogos do gênero que às vezes pecam com a localização de mapa.
As missões são quase sempre as mesmas em todos os capítulos, contendo algumas missões bônus que ao final apenas dão pontos a mais, não sendo obrigatória para a história. Então sempre vale a pena explorar ao máximo e fazer tudo que for possível, já que aumenta nosso XP e a chance de receber pontos de habilidade para colocarmos no personagem.
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A história tem pontos interessantes, mas é o que acaba menos importante, já que não temos um plot twist revelador e nenhum personagem do círculo que nos importamos o suficiente com cargas emocionais e história complicada. Nosso objetivo é simples na campanha, lembrando algumas vezes até mesmo as campanhas feitas em “Hitman”, só que contendo menos profundidade e empenho para encantar o jogador e colocá-lo de cabeça no game.
Se alguém me perguntar se vale a pena jogar “Sniper Elite 5”, provavelmente direi que nem tanto assim. Se a pessoa não liga para o desenvolvimento e mais para a jogabilidade, a possibilidade dela se divertir com as 10h de campanha é certeira. Mas se você é um player que precisa se sentir 100% envolvido com o que está sendo mostrado em tela, com uma história carregada, então será uma decepção.
No final das contas, “Sniper Elite 5” é mais do mesmo, apresentando apenas um ponto histórico diferente, mas com os mesmos personagens caricatos e sem profundidade a ponto de convencer o jogador a fazer postagens no Twitter ou Instagram recomendando para os amigos.
“Sniper Elite 5” está disponível para portadores da GamePass no Xbox One e Series S/X, PC e PS4/PS5.
Gosto demais de jogos com referências da 2ª guerra mundial, Show!
Fala, Rafael!
Se você curte essas referências, então o game vai ser ótimo pra ti. E por sinal está disponível na Game Pass, então não tem erro.
Abraços!