Antes mesmo de Resident Evil 3 Remake ser anunciado, já sabíamos que algum game da Capcom dentro desse mundo seria lançado, intitulado como “Project Resistance”. O trailer não mostra quase nada, apenas quatro personagens enfrentando várias criaturas e zumbis que vimos em Resident Evil 2 e também o temido Mr. X.
Então após o anúncio oficial, novas informações foram surgindo sobre o que seria esse novo game online no mundo de RE e muitos questionaram se realmente isso era possível e se não iria “estragar” o conteúdo. Para os que duvidaram como eu, devo dizer que paguei a língua e com muito gosto.
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A trama do game é bem simples. Nela seis pessoas se tornam cobaias de um experimento com o t-vírus e precisam passar pelas etapas da experiência e com sorte escapar com vida, antes que o vírus tome conta. E durante esse processo temos quatro opções de “vilões” para controlar esse projeto, ambos conhecidos na franquia Resident Evil. E o objetivo deles é simples, não deixar que as cobaias escapem dentro do tempo, colocando sempre criaturas diferentes no ambiente para testar suas capacidades.
4×1 de sucesso
Muitos games já existem por aí com essa mesma dinâmica e do gênero terror, como “Friday the 13th: The Game” e “Dead by Daylight” sendo os mais famosos dentro do estilo. Em “Resident Evil: Resistance” podemos escolher entre seis personagens com qualidade diferentes. Um pode ser melhor em combate corpo-a-corpo, outro utiliza bem uma arma, em rastreio de objetos necessários para concluir a etapa e assim vai indo. Calma que vou falar sobre cada um rapidamente para ninguém ficar no escuro.
Na lista primeira temos a jovem Valerie, uma menina inteligente e com habilidades em pesquisas sobre tecnologia de cura, funcionando no game como suporte. Na mesma função temos também o gênio da tecnologia, Martin que é capaz de arrumar objetos e criar armadilhas. January é ótima com dano, mas que se junta bem próxima de Martin sabendo dominar tecnologia no melhor modo hacker. Já Samuel e Tyrone também se encontram na habilidade de dano, em que ambos são ótimos dando uma boa porrada com tacos de beisebol e pesados de madeira. E por último, mas não menos importante, é Becca a garota do campo que sabe dominar uma arma como ninguém, então se você gosta de atirar será uma ótima opção.
Agora quando falamos dos vilões é impossível não conhecer nenhum deles. A primeira é Annette, que após ser convidada por Wesker na pesquisa com Vírus-G comanda seu marido, Birkin no processo de mutação. Logo em seguida temos Daniel, que fez parte da divisão de controle da Umbrella Corps, trabalhando diretamente com Wesker. Com ele temos o controle do temido, Mr. X. E não poderia faltar, é claro, Alex Wesker uma mebro de alta escalão da Umbrella Pharmaceuticals e do projeto do Dr. Oswell Spencer. Junto dela comandamos a mutação, Yateveo. E por último, mas também não menos importante temos o temido, Oswell Spencer um dos fundadores da Umbrella e cabeça por trás de muitos dos projetos da empresa, sendo um dos personagens mais importantes na história de Resident Evil.
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Agora que todos conhecemos cada personagem e como cada um funciona, podemos avançar ao que realmente interessa: como funciona. O game funciona na dinâmica 4 contra 1, e de maneira aleatória podemos ser a cobaia ou o vilão. Caso você se torne a cobaia se juntará com outras três pessoas na sala e em equipe passar pelas três etapas para fugir do ambiente controlado pelo quinto jogador, que irá comandar o vilão e as mutações. Cada ambiente é diferente, então é sempre bacana jogar várias vezes e sempre vai ficando mais “fácil”, mas isso também vai depender de quem estará na sua equipe. A comunicação é o ponto chave de importância ao jogar Resident Evil: Resistance, já que devemos estar sempre defendendo o outro e correndo contra o tempo sem qualquer interrupção – ou pelo menos pouca interrupção.
A dinâmica funciona de maneira fluida e sem problemas, sem nenhum problema de bug em si, apenas o esperado em relação a problemas de conexão de podem ocorrer mas nada absurdo. A qualidade gráfica é ótima, mas poderia ser ainda melhor, se tornando um pequeno ponto negativo para mim mas nada demais. Outra questão que pode ser ruim é que talvez nem todos comprem o game, então a quantidade de jogadores é muito pequena e o que tornaria tudo mais fácil é que fosse possível jogar com outros jogadores de consoles diferentes, tornando uma dinâmica bem mais aberta. Não sei se esses são os planos da Capcom no momento, mas torço bastante para que seja.
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Vale a pena juntar a galera?
Resident Evil: Resistance é uma experiência bem divertida e reconfortante, possibilitando que as pessoas pratiquem um pouco mais do que é trabalho em equipe e dando um gostinho do que tanto amamos em RE. Eu nunca fui muito fã desse estilo 4×1, porém Resistance conseguiu mudar minha mente sobre e como pode ser divertido. Iremos ficar irritados? Sim. Vamos querer jogar o controle na parede em alguns momentos? Sim. Mas acreditem vai valer a pena e cada vez mais sentiremos a facilidade de jogar com essas seis cobaias e seus vilões.
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