"Todos estes que ai estão
Atravancando o meu caminho.
Eles passarão.
Eu passarinho!"
Poeminho do Contra - Mario Quintana
O trocadilho do poeta é genial, indiscutível. Mas ao que, de fato, essas palavras tão rápidas se referem? Bom, meu palpite é que diante de problemas diversos, haverá quem se esforce muito para resolvê-los e outros que encontrarão soluções bem sutis. Tudo isso ele mostrou em apenas duas palavras: passarão e passarinho. Deixando a conotação de lado, venho falar do sentido arcaico do poema. Afinal, se o blog fosse ensinar interpretação de texto, ele não se chamaria proibidoler.com.
"Eu passarinho!" - que se jogue da sacada o indivíduo que nunca quis ter asas e o poder de voar. Voar deve prover uma sensação tão boa que até mesmo os acrofóbicos enfrentariam o medo por um par de asas. Já tive medo de altura, hoje eu pularia com um pára-quedas da Eiffel sem maiores problemas, ainda assim considerando que seria preso logo após do ato.
A ânsia do homem de ganhar as alturas é algo que vem desde sei-lá-quando. Ícaro voou até que suas asas de cera foram derretidas pelo calor, Leonardo Da Vinci já esboçava um helicóptero mesozóico antes mesmo da Monalisa existir e o padre [risadas] usou centenas de balões multicoloridos [/risadas] para sentir o gostinho das nuvens. Quem de fato conseguiu tal proeza foi Santos Dumont, mas não envolvia nenhum bater de asas nem manobras arriscadas no ar.



















































