Malandro é malandro, mané é mané

Enviado por Sem Nome?!, qui, 05/02/2009 - 12:25

“Aqui não tem nenhum mané!” – frase citada num cartaz lá no mural para funcionários do recinto onde trabalho. Logo abaixo da frase há toda uma explicação ideológica sobre não falar gírias. E óbvio, mano, que ninguém sequer tramou um abandono aos dialetos.

Uma sociedade fugaz deixa de ser uma sociedade se não houver gírias inclusas nos mais diversos diálogos. Imagine-se sendo um senhor de idade super-educado, daqueles que ainda dizem “ósculo” e “por obséquio”, ai passa uma mina cheia de bunda ao seu lado e você provavelmente dirá: “Que piteuzinho!” – e claro que logo após emendará – “Porque posso ser surdo, mas não sou cego.” Medo de todo véio é ficar cego.

Pouquíssimos sons passam despercebidos perante a astuta audição; as gírias são capazes de tal feito. Seu cérebro seria capaz de reconhecer o barulho tímido de qualquer peido mesmo dentro de um ônibus cheio, mas não se incomodaria em ouvir um truta conversando com o motorista sobre as tretas que rolam lá na quebrada, nem se queixaria em ouvir a tiazinha relatando para o mundo e Deus sobre a noiva que deu pra trás em cima do altar. Maior problema nisso seria se gírias fossem peidos... ou se, na frente dos engravatados mais endinheirados do seu trabalho, você ter a audácia de resmungar a seguinte expressão: “Caralho mano, já falei que esse treco é pra ficar coisado aqui e não naquela porra lá. ” ... Depois disso, relaxa brother, é só trocar um lero com o pessoal do DP, assinar a papelada e mandar um salve para a galera.

Um erro fatal é achar que palavrões não são gírias, e se você não os considera de fato devo-te meus parabéns. Explico: Uma em cada cinco vezes que abro a boca é para falar alguma palavra de baixo calão, considerando que árduas repetições de uma mesma palavra torna-a uma gíria, devo entender que palavrões são gírias, porém acima de tudo elas são interjeições e advérbios. Não há palavras mais expressivas para representar a raiva do que “buceta” e “caralho”, por exemplo.

Seja no berçário ou num convento de freiras, num funeral ou numa palestra em latim; fato é que haverá ao menos uma gíria falada. E se você, na maior resistência ao fluxo epidêmico das gírias, não diz nenhum dos dialetos citados acima, de duas a uma: ou você é mentiroso ou você sofre de alguma doença da qual não consegue ouvir a própria voz. E provo que até Deus fala gírias, afinal a voz do povo é a voz de Deus.

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AnailuJ diz:
qui, 05/02/2009 - 18:23

Mano, eu odeio gíria tá ligado?
nem curto esses barato de falar esses baguí ai!!

mas enfim..

Câmbio - desligo


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Bianca (kOv's) diz:
qui, 05/02/2009 - 18:39

lol

Cada dia uma nova pra mim. Palavrões são gírias, muuuuito bem pensado e explicado!

Rafa, tô começando a entender, mesmo sem te conhecer, a sua genialidade oculta. É uma brasa, mora?

Enfim, genialidades, gírias e palavras de baixo calão a parte, sem novidades, curti o post! =D

Beeijo, se cuidem! ;D


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rafahenrik diz:
qui, 05/02/2009 - 19:06

Kov's sempre representando nos comentários. Saiba que esse negócio de genialidade só serve para artistas de séculos passados ou filme do Aladin.

Vlw mesmo por nos acompanhar.


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Rodox! diz:
sex, 06/02/2009 - 10:14

Kovs lógico que você conhece o Rafa acho que você não esta ligando o nome a pessoa! Ele também gosta de ser misterioso e manter sua identidade dentro do Segredo! Entendeu?


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Dan Borges diz:
sab, 07/02/2009 - 11:16

Ah mano... girias é o que há!

eh foda...

mas enfim

pratico a teoria do palavrão

até!


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